"Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o."
Ricardo Reis, heterônimo de sopro clássico de Fernando Pessoa.


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Teoria da Conspiração - Rede Globo

"O homem nunca pisou na Lua";
"A Princesa Diana foi assassinada";
"Nenhum avião atingiu o Pentágono em 11 de setembro de 2001";
"Paul McCartney morreu em 1966";
"A AIDS foi criada em laboratório";
"O Papa João Paulo I foi morto pela própria Igreja".

Oi você que lê,
Surpreso com essas afirmações que fazem parte da Teoria da Conspiração? Pois sugiro que prossiga a leitura e se assuste com as truculências, atrocidades e conspirações da Rede Globo de Televisões.

Beyond Citizen Kane - Muito além do Cidadão Kane


Beyond Citizen Kane é um documentário de Simon Hartog, produzido e exibido pela primeira vez em Setembro de 1993 pelo canal 4 do Reino Unido, depois de um ano de adiamento (período suficiente para que Hartog morresse da grave enfermidade que lhe acometia, assumindo a edição o co-produtor Jonh Ellis) devido à impedimentos colocados pela Emissora Globo. O documentário discute a relação entre a influência desta última na formação de opinião pública e no poderio do Brasil.

Evidentemente o documentário, que causaria grande altercação entre os brasileiros filhos da Globo, foi censurado pela justiça.
O co-produtor, professor britânico do departamento de mídia e artes da Universidade de Londres revelou que tanto Rede Globo quanto a Rede Record tentaram comprar os direitos do filme nos anos 90 - a primeira para engavetá-lo, a segunda pare exibí-lo.
O principal alvo das críticas foi Roberto Marinho, ex-presidente e fundador da emissora. Roberto chegou a ser comparado à Charles Foster Kane, personagem do filme Cidadão Kane, criado em 1941 por Orson Welles. No filme, Kane é um magnata da comunicação americana que manipula as notícias de maneira grosseira de acordo com seus interesses pessoais.
Isso justifica o nome que leva o documentário: Beyond Citizen Kane, que na tradução seria Muito além do Cidadão Kane.


O documentário ataca o apoio da Globo à Ditadura Militar no começo de 1965;
a parceria ilegal, mas muito vantajosa com o grupo americano Time-Life (hoje Time Warner);
o Caso Proconsult, isto é, suposto auxílio prestado à tentativa de fraude nas eleições cariocas de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola;
o misterioso e oportuno incêndio nos estúdios paulistas, cujo seguro foi fundamental para a expansão da rede;
o cancelamento da concessão da Excelsior em 1970 (única empresa de TV a se opôr ao golpe militar e principal concorrente da Globo);
a cobertura tendenciosa do movimento das Diretas Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício como um evento de comemoração ao aniversário São Paulo;
a edição para o Jornal Nacional do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fenando Collor de Mello frente à Luís Inácio Lula da Silva;
a controversa negociação envolvendo ações da NEC Corporation e contratos governamentais à época em que José Sarney era Presidente da República...

Entre outras afrontas públicas, claro!

O documentário conta com destacadas personalidades brasileiras como Chico Buarque de Hollanda, que na época tinha um programa na emissora; Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães - ambos políticos; Armando Falcão, ex- Ministro da Justiça; Washington Olivetto, publicitário; Dias Gomes, escritor; Walter Clark, Armando Nogueira, Gabriel Prioli - jornalistas; e Lula, atual Presidente do Brasil.

Além desse documentário, outras obras se dedicam a desvendar toda a conspiração da emissora como o livro Afundação Roberto Marinho de Romero Machado e A História Secreta da Rede Globo de Daniel Hertz.


Chega de perpetuar a espécie.

Deixo meu mais hermeticamente sarcástico e concisamente irônico:

PLIN, PLIN!

Para Marina Dutra.

Alana Oliveira.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Senador Firmino, pequena pátria.


Praça Raimundo Carneiro - SF


Cachoeira Ribeirão de São Francisco - SF


Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição - SF

Seu encanto e aconchego
Estão enraizados
Nos corações.
Ah, cidadezinha grande
De grandes gentes, de tradições.
Oh, não tem palmeiras para
Re-encantarem os sabiás... Mas,

Filha e mãe de cachoeiras,
Iluminadas noites de estrelas
Reluzem tanto que escuto, só em vê-las.
Meu Deus, grito, esbravejo:
Irmãos firminenses,
Não existem em mineiros, brasileiros, latinos ou Terrestres
O orgulho maior que o nosso!

Alana Oliveira.



terça-feira, 26 de janeiro de 2010

"- Vontade de falar um palavrão..."

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico.

Este vocábulo de 46 letras, que define uma pessoa acometida por uma doença pulmonar causada pela aspiração de cinzas vulcânicas, recebeu seu primeiro registro no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (pág 2242) em 2001 e desde então ocupa, no panteão dos palavrões, o primeiro lugar.

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose.

É o nome da doença citada anteriormente. Com 45 letras a palavrona ocupa o segundo lugar.

Hipopotomonstrosesquipedaliofobia.


É o nome dado à doença psicológica caracterizada pelo medo irracional e fóbico em pronunciar palavras grandes e complicadas. O vocábulo de 33 letras ocupa o terceiro lugar.

A palavra Lopadotemakhoselakhogaleokranioleipsanodrimypotrimmatosilphiokarabomelitokatakekhymenokikhlepikossyphophattoperisteralektryonoptekephalliokinklopeleiolagōiosiraiobaphētraganopterygṓn (me conte se conseguir pronunciá-la) - que possui 182 letras e se refere ao nome de um prato fictício criado por Aristófanes, assim como os plurais e os termos técnicos químicos e das ciências em geral são considerados inválidos.

Agora... já pensou se nós nos propuséssemos a substituir os palavrões de baixo calão utilizadas cotidianamente por palavrões menos vulgarizados? Pense. Usaríamos o anticonstitucionalissimamente quando tropeçassemos com o mindinho na quina ou oftalmotorrinolaringologista para quando o boçal do nosso chefe nos aporrinhasse!

Ou não...



Luis Fernando Veríssimo, em "O Direito ao Palavrão", defendeu a genuinidade enraizada desses neologismos que não saem da boca da maior parte da população.
Eis o texto:

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade, nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o Universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não" o substituem. O "Nem fodendo!" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepne", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadencialmente, sílaba por sílaba... diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: o que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se! Grosseiro, mas profundo... pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. "Nem fodendo...".

Agora já posso dormir pra cara**o!
Ou, caso seja de sua preferência, já posso dormir pra pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico!


Para Isabella Oliveira - dona da boca mais suja que eu conheço! haha

Alana Oliveira.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

"Não aguenta? Bebe leite." Que nada!



Amados,

há uma semana estou fazendo estágio no LATICÍNIOS UNION LDTA - vulgo Sérvulo (nome comercial) - no Laboratório de Controle de Qualidade Físico-Química de Matéria-Prima e Microbiológica do Produto Acabado.
Resumindo, de 07h30min da manhã até 17h30min da tarde, de segunda a sexta, tenho o dia recheado por análises de Acidez Dornic, Alizarol, Gordura por Gerber, Crioscopia, Densidade, Fosfatase e Peroxidade, Redutase, Preseça de Sais, Mamite, Pesquisa de Antibióticos, Controle de Cloro nas Soluções e na água corrente... tudo para assegurar a sanidade dos mais de oitenta produtos fabricados (entre queijos, iogurtes e doces).

Daí, falando em qualidade, me lembrei do escândalo protagonizado pela indústria leiteira em 2007, quando nós brasileiros estávamos sendo ludibriados pela adulteração de leite com Soda Cáustica (NaOH) e do escândalo da customização do leite em pó importado dos nossos amigos argentinos (aliás, PELÉ ES MUY MEJOR QUE MARADONA! No bom e velho PORTUNHOL, só pra saracotear ainda mais...) no processo que ficou conhecido como triangulação (Argentina comprava leite em pó mais barato porque estava perto do vencimento da UE e vendia ao Brasil).
Assim, como seria cômico se não fosse trágico, resolvi postar algumas charges que na época eferveceram para ilustrar toda a mutreta.
Aí vão:











Alana Oliveira.

sábado, 16 de janeiro de 2010

"Com religião não se brinca." Ou brinca?



A embalagem desse novo brinquedo diz: o boneco é "totalmente articulado", ou seja, não é daqueles bonecos "pregadões".
E ainda diz: "ouça Jesus falar". Quem sabe ele não ensina "Não farás para ti imagem alguma do que está nos céus" ou então "Vinde a mim as criancinhas... por apenas 49,90!"

Sim, enquanto a Hasbro cobra R$ 70,00 no Max Stell que necessita de uma lancha no valor de R$ 40,00 para fazer uma operação oceânica, a Tales of Glory, fabricante de Jesus, cobra R$ 49,90 num boneco que sem acessório algum caminha pelas águas.

Judas foi mesmo um mau judeu porque vendeu o filho de Deus por apenas 30 moedas.
Aliás, falando em Judas, o seu preço nessa mesma coleção de bonecos é R$ 66,60. São exatos R$ 16,70 reais a mais.

Mas pensando bem, o Max Stell e derivados são mesmo mais cristãos do que o Jesus; eu diria até que são verdadeiras réplicas da maioria dos cristãos que conhecemos: fazem guerras, atiram, lutam, enganam, roubam, sequestram... etc. E custam mais, claro.

Tá. Sem mais piadinhas até o final desse post, mas me soou inescrupuloso aproveitar-se da fé alheia para ganhar dinheiro.
O boneco Jesus é uma apelação porque antes mesmo de ter sido lançado no mercado já promoveu a diferenciação já que paga-se para adquiri-lo, e meu próximo que vive embaixo da ponte, que não faz para se alimentar e se vestir não poderá possuir.
Mas "o objetivo do lançamento é a catequização (burguesa) juvenil".
E o "Santificado seja o vosso nome" que repetimos todas as vezes que rezamos o Pai Nosso tem sua aura de poder fragilizada e desprotegida contra a banalidade do cotidiano.

Por outro lado, se podem fazer bonecos maus e monstruosos, por que não podem fazer um boneco Jesus?
Não sei, estou mesmo em dúvida quanto ao singelo bonequinho...
Com religião não se brinca... ou brinca?


Alana Oliveira.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Pai, afasta de mim esta censura!

"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão."
Eça de Queiroz


Imagem capa do informativo online "estadao.com.br", há 161 dias sob censura.

No dia 31 de Julho, o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), proíbe os veículos de comunicação "O Estado de São Paulo" e "estadao.com.br" de publicarem reportagens sobre a Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica.
O recurso judicial, que pôs os jornais sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do Presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), que está no centro de uma crise política no Congresso (nepotismo, envolvimento em Atos Secretos, desvio de verbas da Petrobrás...).
A liminar do desembargador, que é do convívio social da família Sarney, contraria a Constituição e representa um crime contra a liberdade de imprensa e expressão de uma nação que se diz democrática e protetora dos direitos e garantias individuais e públicas.
O mais lastimável é que, em casos de censura, cada dia é um a menos com publicação de questões importantes para o cidadão. E os dias já totalizam 160.
Achei interessante e cito, o efeito que a repercussão do caso provocou no exterior, precisamente divulgado no The New York Times do dia 31 de Agosto do passado ano, sob a seguinte frase: "no Brasil, juízes continuam se curvando aos poderosos para censurar jornalistas".

Maior infortúnio ainda me causa pensar na espúria da COFECOM - conferência que toma por objetivo reformular toda a dinâmica do setor de Comunicações no Brasil. Ou, em outras palavras, um circo organizado pelo PT para cegar-nos; e que, acorvardados do nosso Legislativo já votaram para a vitória (aliás, saliento que Serra e Kassab estão inalteravelmente CONTRA este ridículo!).
Caso os anseios da COFECOM se concretizem, toda a cadeia de comunicações estará sujeita à politização e censura prévia dos magistrados brasileiros. E nós daremos o maior passo em direção ao "totalitarismo-republicano".
Reviveremos o caos do Estado Novo (1937-45), quando os leitores cidadãos estavam alienados por uma mídia controlada que só mostrava a face do governo "pai dos pobres".
Para se ter uma idéia, eu mesma poderia ser presa pelas opiniões aqui expressas, já que a medida inclui o controle dos provedores de internet.
Patético!

Brasília está de férias e nem assim ficamos livres da ignonímia!

Enfim, gostaria de alertar aos coleguinhas que irão às urnas em 2010 para o fato de que é mais fácil eleger do que brigar por impeachment depois. Então, evitemos fazer bobagem e bagunça na urna eletrônica.

Alana Oliveira.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Entre o Pré-sal e a Agroenergia.

Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.



Lembra em 2007, quando da visita do presidente estadunidense George W. Bush ao Brasil, havia uma euforia do nosso governo em torno da possibilidade de tornar o país a ponta de lança no processo de substituição da matriz energética, sendo o maior produtor de agrocombustíveis menos poluentes e com fontes renováveis?

Pois é, esclarecendo, estes tais agrocombustíveis são, simplesmente, combustíveis inflamáveis produzidos através do processamento de materiais orgânicos—vegetais ou derivados de produtos animais. Os mais comuns são os alcoóis, produzidos por um processo semelhante ao da destilação caseira, mas em grande escala. O etanol de cana-de-açúcar e o de milho são os que predominam.
Estes combustíveis são considerados renováveis, a partir do princípio que permitem a produção de safras ano após ano. Mas, em muitos casos, os recursos incluindo água não-poluída, solo fértil e fertilizantes, de acordo com a região podem ser finitos.

Nesse caso, seria mesmo a melhor saída a transformação do Brasil num "imenso canavial", levando em consideração que isso poderia piorar as condições de trabalho no campo e ainda acompanhar a elevação nos preços dos alimentos, já que a plantação de cana-de-açúcar teria prioridade em relação a plantação de feijão e arroz? (são ossos do ofício olhar o lado dos alimentos! rs)

Agora, com as recentes descobertas de imensos campos de pré-sal, a euforia tem outro foco: a possibilidade de o Brasil tornar-se um dos maiores produtores de petróleo, combustível poluente e não-renovável.

Conclusão - De uma forma ou outra nós ficamos na sinuca de bico: a expansão de agrocombustíveis poderá causar problemas sociais no campo, enquanto a queima do petróleo do pré-sal poderá agravar o efeito estufa.
Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

Antes de finalizar, saliento ainda que considero a atitude da indústria automobilística "que o amanhã nunca virá", desde o século XIX - quando os carros foram primeiramente inventados e o baixo custo dos produtos derivados do petróleo relegou o etanol à escanteio - a maior responsável pelas mudanças climáticas que a cada dia nos atinge com mais veemência.

São nessas horas, e apenas nessas horas, que com tristeza entrego-me ao que disse Shakespeare:
"Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes."

Um beijo...
E, novamente, desejo à todos neste novo ano que chega, 365 dias de FELICIDADE!